Uefa troca amistosos por ‘Liga dos Campeões de seleções’. E quem sai perdendo? O Brasil - Rádio Arara FM 87,9

Uefa troca amistosos por ‘Liga dos Campeões de seleções’. E quem sai perdendo? O Brasil

esporte-futebol-amistosos-internacionais-espanha-italia-20140305-002-size-598O atacante Pedro comemora o gol da vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Itália, em amistoso disputado no estádio Vicente Calderón em Madri – Paul Hanna/Reuters
Com a criação do novo torneio europeu, a tendência é que a seleção brasileira faça cada vez menos jogos contra seleções de ponta, e dispute cada vez mais amistosos contra equipes inexpressivas.
O sucesso estrondoso da Liga dos Campeões e o interesse cada vez menor pelos amistosos entre seleções motivou o surgimento de uma nova competição na Europa: a Liga das Nações. O torneio tenta replicar a fórmula vitoriosa do torneio interclubes para o futebol entre seleções. A ideia é aproveitar as chamadas “datas Fifa”, quando o calendário de jogos entre clubes é suspenso para permitir amistosos entre os países, e ocupá-las com partidas oficiais e competitivas, tornando os compromissos entre seleções europeias mais atraentes e, principalmente, mais rentáveis. A proposta foi aprovada pelos 54 países integrantes da Uefa nesta quinta-feira, durante congresso da entidade em Astana, Casaquistão.
Saem perdendo as seleções fortes de fora da Europa, como Brasil, Argentina e Uruguai. Elas passarão a ter enorme dificuldade para marcar amistosos com os europeus, já que eles estarão envolvidos na disputa da Liga das Nações. Assim, a tendência é que a seleção brasileira faça cada vez menos jogos contra seleções de ponta, e dispute cada vez mais amistosos contra equipes inexpressivas (no histórico recente da equipe há encontros com Iraque, Zâmbia, Gabão, China, Honduras, Egito e Costa Rica). A seleção, porém, ainda terá mais alguns anos para medir forças com as gigantes da Europa – a Liga das Nações só começará a ser disputada no fim de 2018, depois da Copa do Mundo da Rússia.
A competição terá quatro divisões, com direito a sistema de acesso e rebaixamento. O formato ainda não está totalmente definido, mas a previsão é de que os doze times mais bem colocados no ranking da Uefa serão divididos em quatro grupos de três países. Os vencedores de cada chave avançarão à fase final do torneio, prevista para junho de 2019. As piores campanhas serão rebaixadas. Mesmo com a nova competição, as seleções ainda disputariam as Eliminatórias para a Eurocopa de 2020, mas a Liga das Nações já garantiria algumas vagas no principal torneio do continente. A Uefa planeja ainda incluir a Liga das Nações no programa das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
“Tomamos uma decisão muito importante”, disse o presidente da Uefa, o francês Michel Platini, ao discursar sobre a criação da liga. Ele deixou claro que os europeus não estão satisfeitos com o atual uso das datas Fifa. ”Os amistosos realmente não interessam a ninguém – nem à audiência, nem aos jornalistas, nem aos jogadores.” O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, disse que os clubes europeus, que constantemente reclamam da obrigação de ceder seus jogadores às seleções, também deverão ser beneficiados. “É uma boa notícia para eles, já que as equipes terão seus jogadores de volta mais cedo e não ficarão exaustos por causa de longas viagens internacionais”, defendeu o dirigente.
Fonte: Veja
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