Mal distribuídas, chuvas não chegam aos mananciais responsáveis pelo abastecimento - Rádio Arara FM 87,9

Mal distribuídas, chuvas não chegam aos mananciais responsáveis pelo abastecimento

Reprodução/José Rildo da Nóbgera Alencar
Reprodução/José Rildo da Nóbgera Alencar
A má distribuição das chuvas no Sertão e Agreste da Paraíba desde fevereiro de 2014 é a responsável pelo volume ainda insatisfatório dos grandes mananciais do estado que são responsáveis pelo abastecimento da maior parte da população das duas regiões.
Apesar disso, na opinião do presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) , João Vicente, existe a possibilidade do volume acumulado desses açudes chegar ao nível desejado até o final do período das chuvas, que deve se prolongar até maio.
Segundo João Vicente, a perspectiva é de que as chuvas continuem ocorrendo e venham melhor distribuídas. “Se tivéssemos o poder de distribuir as águas nos lugares ideais para  o acúmulo necessário nos mananciais de abastecimento seria muito bom, mas infelizmente isso não nos é possível”, lamentou.
Como as previsões são de que o período chuvoso deva continuar ainda por mais de um mês, as esperanças de que os mananciais venham a acumular água num nível satisfatório ainda não estão perdidas, principalmente naqueles mais importantes, quando o assunto é abastecimento das regiões metropolitanas das principais cidades do Sertão e Agreste.
Volume ainda baixo
Os açudes mais importantes para o abastecimento d’água da população que vive em áreas castigadas pelas estiagens são São Gonçalo, Engenheiro Ávidos, Coremas/Mãe Dágua e Epitácio Pessoa. Alguns mananciais não apresentaram registro de acúmulo de água e os volumes continuam baixos, apesar do registro de chuvas fortes.
Do mês de janeiro até esta terça-feira (1º), pelo menos dois desses açudes não tiveram um acúmulo de água. Eles nem conseguiram manter o volume, diminuindo ainda mais. Os que registraram aumento, o fizeram num percentual muito pequeno.
O açude São Gonçalo, na Região de Sousa e que fica no alto curso do Rio Piranhas, tem capacidade para 44,6 milhões de metros cúbicos, estava, em janeiro, com 7,9 milhões metros cúbicos, ou seja, com apenas 17% da capacidade. Nesta terça-feira (1º), o manancial aumentou o volume acumulado apenas para 19,8%.
O Engenheiro Ávidos, conhecido como Boqueirão de Cajazeiras, também localizado no alto curso do Rio Piranhas, que tem capacidade para acumular 255 milhões de metros cúbicos, estava em janeiro com 29,6 milhões de metros cúbicos, ou seja, 11,6% da capacidade. Neste mês, o Engenheiro Ávidos apesas das chuvas, não conseguiu ter aumento significativo, ou seja, continua com apenas os 11,7%  da capacidade.
Já os açudes de Coremas e Mãe Dágua, no alto curso do rio Piancó, também não registraram acúmulo de água de janeiro até 1º de abril. Com capacidade para acumular juntos cerca de 1,3 bilhão de metros cúbicos de água, os dois mananciais estavam com 28% e 29% da capacidade cada um em janeiro, e chegaram ao mês de abril com 27% e 26%  da capacidade, cada açude.
O mesmo aconteceu com o manancial localizado na região de Campina Grande, o Epitácio Pessoa, também conhecido como Boqueirão, localizado no alto curso do Rio Paraíba. O açude que tem capacidade para 411 milhões de metros cúbicos, em janeiro estava com 35% da capacidade e começou abriu com apenas 32,4%.
Área mais chuvosa
Os mananciais localizados no alto curso do Rio Espinharas, na região de Patos, município que registrou maior volume de chuva acumulado, com 534 mm até o mês de março, chegaram a um nível de armazenamento ainda não satisfatório, mas importante.
O açude Capoeira, no município de Santa Teresinha, que tem capacidade para acumular 53 milhões de metros cúbicos estava, em janeiro, com 6,6 milhões, ou seja, 12% da capacidade. Em 1º de abril, o manancial passou a acumular 10 milhões de metros cúbicos, 19,9% da capacidade.
Outros dois açudes localizados em Patos, o Farinha e Jatobá, que estavam quase que completamente secos, tiveram um aumento no volume acumulado de água importante.
O Jatobá que tem capacidade para acumular 17 milhões de metros cúbicos, subiu de 3,5% da capacidade em janeiro para 27%, nesta terça-feira (1º). Já a barragem da Farinha, que tem capacidade para acumular 24 milhões de metros cúbicos e estava com 0% em janeiro, subiu com essas chuvas para 12,9% da capacidade.
Fonte: portalcorreio
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