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Presos usam telefone para acessar Facebook e WhatsApp em cadeia do RN

whatsappPelo menos dois presos da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza, localizada em Mossoró (a 276 km de Natal), usam smartphones para fazer ligações, acessar a internet e até se comunicarem pelo aplicativo WhatsApp.
Arnon Victor Marques Nascimento e Gleuber Santiago usaram o Facebook para postar fotos tiradas dentro da unidade prisional. Eles parecem não se intimidar em serem pegos em flagrante, tanto que até divulgaram números de três linhas de telefonia celular que estão usando. Também foram cadastrados no aplicativo WhatsApp, de troca de mensagens.
“Ei liguem aer (sic) qualquer coisa e peça pra falar com Arnon Victor”, disse o preso, informando o número do telefone celular.
Os perfis dos dois presos são movimentados diariamente. Nesta quarta-feira (9), as atividades recentes dos dois presos foram novas amizades. Arnon começou amizade com uma pessoa; Gleuber, com outras dez.
Gleuber Santiago publica quase diariamente frases sobre a situação que está vivendo dentro da cadeia. “Vivos somos traídos, presos somos esquecidos. Mortos deixamos saudades”, publicou no dia 27 de junho. A última postagem pública dele foi na segunda-feira (7), dizendo que ia dormir. Gleuber foi preso no dia 13 de maio sob acusação de assalto.
“Vivo em um navio cheio de grades, em busca de uma ilha chamada liberdade”, publicou na primeira postagem na prisão, datada de 26 de maio.
Já Arnon Victor publicou fotos no dia 22 de maio e teve 60 curtidas, além de vários comentários de amigos, sempre com mensagens relacionadas à liberdade.
“Imbaçado esse negocio d cadeia publica”, publicou Arnon no dia 6 de dezembro de 2013, 14 dias depois de ser preso na Cadeia Pública de Mossoró. Ele é acusado de assalto e já passou pelo Ceduc (Centro Educacional) de Mossoró, que custodia menores infratores em conflito com a lei.
A Cadeia Pública de Mossoró fica localizada na zona rural do município, no povoado de Riacho Grande (a 15 km do centro da cidade). O local tem capacidade para 96 presos, mas atualmente tem 255 internos.
Segundo um agente penitenciário, a unidade possui bloqueador de sinal de telefonia celular, porém o aparelho está sem uso por ter apresentado defeito e cortado o sinal dos moradores vizinhos ao presídio.
Arte/UOL
Saiba como funcionam os sistemas de bloqueio de sinal de celular dos presidiários

Outro lado

A Sejuc (Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania) informou que está realizando constantes revistas nas celas para apreender materiais irregulares que estão de posse dos internos. Duzentos e setenta equipamentos de telefonia foram apreendidos no primeiro semestre deste ano dentro das prisões do Estado.
A secretaria afirmou que a entrada dos telefones celulares ocorre por meio de parentes ou visitas. “Infelizmente essa prática ilegal se torna comum, dada a má-fé de visitantes que acabam servindo como atravessadores deste material.”
A secretaria informou que vai instaurar processos de investigação interna para descobrir o movimento de internos no uso de redes sociais e tomar as devidas providências.
“A Sejuc entrou com um processo solicitando esteiras de raio-x, pórticos, banquetas e detectores de metal manuais. No momento estamos aguardando receber, duas esteiras e 18 pórticos. Estes equipamentos de inspeção eletrônica devem tornar as revistas mais rápidas e eficazes.”
Sobre os bloqueios de sinal de celular, disse que “vem analisando junto à assessoria jurídica do governo uma lei que obrigue as próprias operadoras de telefonia a instalar bloqueadores de sinais de radiocomunicação nos presídios”.

As condições dos presídios brasileiros167 fotos

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9.jul.2014 – Arnon Victor Marques Nascimento está preso na Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza, localizada em Mossoró (a 276 km de Natal), e usa smartphones para fazer ligações, acessar a internet e até se comunicarem pelo aplicativo WhatsApp. Ele e outro detento usaram o Facebook para postar fotos tiradas dentro da unidade prisionalReprodução/Facebook

Fonte: Uol
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